Miep Gies, o anjo salvador de Anne Frank

Depois que Adolf Hitler e o partido Nazista chegaram ao poder, em 1933, a família judia de Anne Frank decidiu fugir para a Holanda por causa do crescente antissemitismo na Alemanha.

Em 6 de julho 1942, quando o país estava sob ocupação alemã, o casal Otto e Edith Frank e suas filhas Margot e Anne passaram a viver escondidos no sótão da oficina de Otto em Amsterdã. Logo, mais judeus também se abrigaram no esconderijo.

A família recebeu ajuda de várias pessoas que trabalhavam para Otto Frank, entre elas a da assistente Miep Gies, que havia começado a trabalhar para Frank em 1933.

Durante os dois anos e 35 dias que a família viveu no esconderijo, Gies (e outros) visitavam frequentemente o abrigo trazendo comida, mantimentos e as notícias do que acontecia lá fora.

A amizade e bondade de Gies permitiram que Anne Frank tivesse tempo suficiente para escrever seu diário, registrando as experiências e pensamentos da jovem durante seu cativeiro.

Em 4 de agosto de 1944, todos os que estavam escondidos no sótão foram presos, após alguém avisar a polícia alemã que havia judeus escondidos na rua Prinsengracht, 263. A identidade do delator nunca foi descoberta.

Todos os capturados foram mandados primero para o campo de concentração provisório de Westerbork, e depois transferidos para Auschwitz. Anne e sua irmã Margot foram levadas ao campo Bergen-Belsen, na Alemanha, que manteve cerca de 4.000 judeus prisioneros, a maioria holandeses.

Ali, submetidas a condições anti-higiênicas e com pouca comida, as meninas contraíram tifo. As duas morreram em 1945, apenas uma semana antes da libertação daquele campo. Após a prisão dos Frank, foi Gies que descobriu o diário de Anne e o guardou, sem ler, esperando uma oportunidade de devolvê-lo à jovem. Infelizmente, isso nunca aconteceu, e Gies deu o diário a Otto, o único membro da família a sobreviver à guerra, em julho de 1945.

Mais tarde, Otto lembraria: “Comecei a ler o diário devagar, só algumas páginas por dia. Mais que isso era impossível, porque as memórias dolorosas me atormentavam. Foi uma revelação para mim. O diário mostrava uma Anne completamente diferente à filha que eu havia perdido. Não tinha ideia de como seus pensamentos e sentimentos eram profundos”.

O diário de Anne Frank foi publicado em junho de 1947 na Holanda e se tornou um dos livros mais famosos e vendidos de todos os tempos.

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Fonte: G1

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