E o amor continua nas ruas …

Mais uma distribuição do famoso “Macarrão com salsicha” da Paróquia Santo Agostinho matando a fome daqueles que mais necessitam.

Mais de 300 quentinhas foram distribuidas ontem a noite (segunda-feira 3 de dezembro) por uma turma de voluntários que deixam seus lares quentes, confortáveis e limpos para servirem sem olha a quem.

Certamente o que fazemos é pouco comparado ao grande contingente de necessitados em nosso País. Porém, se não fizermos quem o fará ? Esperar ajuda, protestar e reclamar não faz parte de nosso modus operandi.

Simplesmente saimos as ruas, com a proteção de Nosso Senhor Jesus Cristo e servimos aos irmãos que não possuem o básico: água, cama, comida e o amor.

O Apóstolo Paulo nos deixou inúmeras pérolas de sabedoria e uma das que mais nos encanta está escrita na Primeira Carta aos Corintios 13, 4-7

“O amor é paciente,
o amor é prestativo;
não é invejoso,
não é arrogante nem orgulhoso,
nada faz de inconveniente,
não procura o seu próprio interesse,
não se irrita,
nem guarda ressentimento,
não se alegra com a injustiça,
mas rejubila com a verdade.
Tudo desculpa,
tudo crê,
tudo espera,
tudo suporta”.

Trecho do livro “Amada família” para nossa reflexão:

“(…) Quem de nós nunca se sentiu ou se colocou em posição “superior” aos demais? Quem nunca agiu de forma soberba e orgulhosa ao menos uma vez na vida? Quem ama, não só evita falar muito de si mesmo, por estar absolutamente “centrado” nos outros e sabe manter-se no seu lugar sem desejar estar no “centro das atenções”. Similarmente, o amor também não é arrogante, pois não se “engrandece” diante dos outros, porém é mais sutil. O Apóstolo Paulo, mais uma vez, usa este verbo para dizer que a “ciência incha” ao passo que “a caridade edifica” (cf. 1Cor 8,1). Em outras palavras, alguns julgam-se grandes porque sabem mais do que os outros, dedicando-se à impor-lhes vontades bem como a controlá-los; quando na realidade, o que nos faz grandes é o amor que compreende,
cuida, integra e protege os mais fracos”.

A lógica do amor cristão não é a de quem se considera superior aos outros e precisa fazer-lhes sentir o seu poder, sendo exatamente o contrário: “aquele que quiser tornar-se grande ente vós, seja aquele que serve e o que quiser ser o primeiro dentre vós, seja o vosso servo” (cf. Mt 20,26-27). Na vida familiar, (especialmente entre marido e mulher) não pode reinar a lógica do domínio de um sobre o outro, nem a competição para ver quem é mais inteligente ou poderoso, pois esta lógica acaba com o amor. O Santo Papa ainda destaca um valioso conselho aos casais, valendo também para a família: “do mesmo modo, vós, jovens, sujeitai-vos aos anciãos Revesti-vos todos de humildade em vossas relações mútuas, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá sua graça aos humildes” (cf. 1 Pd 5,5).

Irmãos, juntem-se nessa corrente do bem. Doe, sirva, ajude, coopere, faça pelo próximo o que desejaria que fizessem com você. Só assim o amor constroi.

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