Introdução

Inquestionavelmente, a família é um dos maiores tesouros que possuímos nesse mundo. Nossa casa, o castelo onde repousamos e recarregamos nossas baterias, deve ser um ambiente de paz, harmonia e acima de tudo, perdão. A família deve nos mostrar, desde tenra idade, os princípios do que é “certo” e o que é “errado”, deve nos apresentar o amor verdadeiro desprovido de interesses, vaidades ou condicionantes. É neste ambiente que aprenderemos
a admirar e respeitar nossos pais, conheceremos as regras de convívio social e iremos adquirir nossa identidade.

O autor, Carlos Camargo ou “Carlinhos da Sylvia” como o conhecemos, escreveu um livro tanto para aqueles que já possuem uma família formada, como para aqueles que estão para construir uma em breve. Convidados a escrever a introdução de seu livro, nos sentimos muito felizes por estar participando desta obra maravilhosa e bastante honrados por podermos comentar um pouquinho de tudo que o “Carlinhos da Sylvia” nos preparou com tanto carinho, entrega, determinação, pesquisa e dedicação, visando, mais uma vez, doar o que tem de melhor: amor a Deus, à família e ao próximo.

A narrativa, com um título tão expressivo e cativante – “Amada família – As experiências vividas pela nossa família que poderão ajudar a sua” – expõe estágios vividos por sua família, com aprendizados e conhecimentos por meio de acertos, erros, esperanças e crenças no porvir.

Usando uma linguagem informal e em certos momentos até engraçada, o tema é abordado em 11 capítulos com assuntos que integram o cotidiano de todos nós. Essa narrativa é fundamentada nos textos das Sagradas Escrituras que ele bem usou, permitindo, assim, compreender as questões passadas, bem como aquelas que estão por vir. Há inúmeras dicas em todos os capítulos, com destaque para 20 delas, um verdadeiro catálogo de sugestões e “bons conselhos” que são muito úteis.

Desta forma, inspirado por Deus e tendo-O como guia, Carlinhos defende o entendimento que a família deve ser moldada nos princípios Cristãos de amar ao próximo como a si mesmo e servir, sem esperar nada em troca. Assim é a família, onde tudo começa e onde devemos nos recarregar diariamente. Ele e sua esposa Sylvia ainda conseguiram tempo para escrever um blog chamado “O Amor é Assim” (www.oamoreassim.com.br), onde expõem diariamente casos reais de amor ao próximo, acontecidos por aí, bem ao seu lado, porém, devido à miopia que nossa sociedade vive, às vezes nem são observados.

Falar sobre família já seria um presente para muitos, mas Carlinhos foi além e novamente surpreendeu com sua bondade tão peculiar, pois as vendas deste livro serão doadas para 4 (quatro) instituições, todas na cidade do Rio de Janeiro, em cujo trabalho acreditamos e conhecemos a seriedade (o Anexo 1 desse livro possui um breve sumário dessas instituições), sendo que a prestação de contas será regularmente feita em seu blog.

O livro é de leitura fácil e interessante, com tabelas, quadros e figuras que organizam e facilitam a interpretação do trabalho desenvolvido. Apresenta textos com conteúdo marcante e questões que tratam da realidade em qualquer família, retendo sobremaneira nossa atenção.

Começa contando um pouco de sua história, uma infância simples, marcada com momentos difíceis. Todavia, de forma cativante, ele nos conta como o Plano de Deus exerceu grande influência em sua vida, guiando-o até aqui. Com a “lição dos palitos”, tirada do “Manual das Mães”, ressalta a importância da presença materna e da fundamental união da família para enfrentar dificuldades juntos, sempre juntos.

Em seguida, no capítulo 2, uma abordagem histórica nos permite entender como as famílias começaram a mudar seus costumes e os principais fatores que impulsionaram essa mudança, sobretudo o pharmakon (remédio ou veneno, a ser escolhido exclusivamente por nós). Inquestionavelmente, a importância de se estabelecer regras de uso do telefone celular, bem como as redes sociais em casa e durante as refeições, tão prejudiciais ao relacionamento familiar e tão comuns em nossos dias. Essa inovação tecnológica possui a capacidade de aproximar as pessoas distantes e de afastar as pessoas próximas, cabendo a nós a mediação. Não podemos deixar de mencionar a belíssima história de Santa Monica – Padroeira das Mães – que nos oferece um testemunho sensacional de devoção, amor, fé e perseverança de uma mãe por seu filho e por sua família.

Quando falamos em família, não há como dissociar da Amoris Laetitia, pois ela é, por definição, a alegria do amor em sua essência maior, a aliança de amor e fidelidade. Elaborada por sua Santidade o Papa Francisco, esta obra aborda diversos aspectos que devem ser considerados, observados e seguidos para a devida manutenção da família. O autor, de uma forma leve e simples, a correlaciona com o cotidiano para facilitar sua compreensão, sempre mantendo o foco na família. Generais romanos, memento mori (não somos imortais), monges, samurais e até mesmo o Shrek são alguns dos exemplos que o autor faz uso para exemplificar como podemos vivenciá-la em nosso dia a dia, com intuito motivacional para vivermos melhor e aproveitarmos os dias de maneira mais significativa e virtuosa. Mais ainda, aborda com firmeza e leveza como devemos estabelecer uma comunicação eficaz com nossos filhos, de forma a atingir seus corações e mentes, usando a linguagem deles e não a nossa, encorajando-os a fazerem as coisas boas e importantes aqui e agora. Realmente imperdível!

No capítulo 4, Deus, fé, amor, perdão e paciência são apresentados como os pilares de uma família e o autor discorre sobre cada um deles, sempre mantendo correlação com as Sagradas Escrituras a fim de fundamentar seu pensamento. Assim, fica patente a solidez de tais pilares na constituição da família. Apesar de estar descrito como um dos sustentáculos da família, o perdão mereceu do autor uma atenção especial, dedicando um capítulo inteiro para ele.

Um dos mais belos do livro, o capítulo 5 abarca a questão de ser a família um lugar de segunda chance, um lugar de graça e perdão. Logo no início, o autor nos convida ao perdão, fundamental à saúde da família, destacando ser hoje o “dia de fazermos o caminho de volta”, de reconhecermos nossas falhas, nos redimirmos, perdoarmos e sermos perdoados. As três parábolas da misericórdia (filho pródigo, dracma perdida e a ovelha perdida), são alinhadas
e comentadas em sequência, demonstrando a misericórdia Divina.

Para finalizar o capítulo, nada melhor do que lermos uma história de algo supostamente impossível, comprovando que “ninguém é tão ruim que não possa mudar”. O autor nos presenteia com um sumário da belíssima história de São Paulo, o Apóstolo dos Gentios. Sua conversão é uma comprovação viva da Misericórdia Divina. Quantos conselhos nos poderiam ter sido dados antes do nosso casamento? Quantas coisas aprendemos por nós mesmos? Alguém sabia que a família do cônjuge viria junto no casamento? Essas e outras perguntas são
respondidas no capítulo 6, de uma forma muito simples e jocosa, porém sempre respeitosa. Fases na existência de uma família que alguns já viveram e outras que ainda nos aguardam por viver.

Infelizmente, a construção da família enfrenta grandes ameaças, mentiras e dissuasões, dentre elas uma extremamente nefasta: o aborto. Esse grande erro, abordado no capítulo 7 é apresentado, tanto na ótica médica, quanto nos quesitos recentemente discutidos no Supremo Tribunal Federal STF, quando do julgamento da chamada “legalização do aborto”. O autor lista 10 razões que demonstram, de forma insofismável ser esse, realmente, um grande erro.

“A fé e a razão constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade”. Essa é uma das primeiras frases da encíclica “Fides et ratio”, escrita por São João Paulo II, utilizada como pano de fundo pelo autor no capítulo 8 para demonstrar, de forma indiscutível, a impossibilidade de ser o acaso o criador do universo e do homem. Trata-se de um importante tema com típicos argumentos para dirimir essa dúvida em membros da família, bem como auxiliar os pais em sua missão evangelizadora de seus filhos. Ainda nesse capitulo, o autor atesta sua surpresa na pesquisa que antecedeu o livro: a descoberta da existência da Pontifícia Academia de Ciências do Vaticano. A Pontifícia Academia de Ciências possui como membros homens com diferentes expertises, tais como, mas sem limitar-se a: médicos, químicos e físicos. Curiosamente, não há obrigatoriedade de serem católicos, sendo alguns deles até mesmo ateus e agnósticos, como Sir Stephen Hawking (Cosmólogo e físico notoriamente ateu). Outro ponto alto a ser destacado são os milagres ocorridos nas cidades de Fátima (Portugal) e Lourdes (França), comentados de forma a proporcionar conhecimento de como a Igreja é criteriosa, quando da declaração de um milagre.

Os dois últimos capítulos são destinados a abordar as ameaças que pairam sobre a família nos dias de hoje. O ateísmo, disfarçado de idolatria, tem feito mal ao homem, colocando-o cada vez mais distante da Casa do Pai. O autor alerta para os perigos dessas vicissitudes para nossos filhos e mantém as dicas, sempre fundamentadas nas Sagradas Escrituras, para orientar os pais em como proceder.

Por fim, mas não menos importante, o capitulo 11 é um agradecimento. Mas não um agradecimento qualquer. Carlinhos foi muito feliz na escolha das palavras e o capítulo inteiro é muito emocionante. Nos permite sentir o calor, oriundo de um coração em brasa, de quem escreveu o livro dedicado e interessado em ajudar aqueles que realmente precisam de ajuda.

Parabéns Carlinhos e Sylvia, vocês têm sido exemplos de dedicação ao próximo e valorização das famílias, sempre engajados em alguma missão para o bem de quem precisa, tanto material quanto espiritualmente, levando alegria, conforto e transbordando fraternidade e amor.

Que Deus continue usando vocês em Sua obra, fazendo resplandecer a Sua luz para que a esperança e a fé se renovem em todos e não faltem razões para sorrir e agradecer a cada novo dia que começar.

Com certeza, Deus continuará sempre abençoando vocês para que os mantenham nessa empreitada tão gratificante e especial para o bem de todas as famílias!

Lu Batista e Fernando Quintella

Se gostou do que leu, participe da campanha na kickante.

https://www.kickante.com.br/campanhas/livro-amada-familia

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