Continue a nadar, continue a nadar!

A Fernanda Torres, mãe do pequeno Miguel, teve sua história contada nas redes sociais no início do ano. Ela é uma mulher incrível: mãe de 2 filhos lindos, o Miguel e a Ísis. Resgatamos o caso para registrar em nosso álbum de bons exemplos. Aproveitamos para atualizar a história, que já ganhou novos capítulos.

Para quem não leu, um pequeno resumo do caso. Miguel é autista e tem nas atividades rotineiras seu porto seguro. A rotina matinal dele inclui ligar a TV, acessar um menu de filmes da plataforma preferida e, naquele menu, escolher um filme – que já era o mesmo havia alguns dias: Procurando Nemo. (Aliás, esse é um dos filmes preferidos da minha família também. Uma bela lição de perseverança e amor!) Um dia, ao seguir sua rotina, Miguel não encontrou o filme que queria no menu. Não estava mais lá. Havia sido retirado do catálogo da plataforma. E ele ficou mal. Mal mesmo. Teve crise. A mãe, então, tentou outras formas de mostrar o filme para ele. Mas ele precisava da rotina, que já havia sido quebrada. Persistente como os personagens do filme, Fernanda acessou as redes sociais para tentar contato com a plataforma e com quem mais pudesse ajudar. E a ajuda veio pelo talento do Rodrigo Lima, que mora em outra cidade, não tem filhos, não conhece ninguém com autismo, mas leu aquele relato desesperado de uma mãe e se mexeu. Ele sabia o que fazer. Rodrigo personalizou um vídeo com o mesmo menu da plataforma e o filme na sequência, do jeitinho que Miguel sempre fazia. Salvou o arquivo, mandou para a Fernanda e ela só precisou gravar na sua TV, para que tudo voltasse à rotina. Ufa!  

Esse caso nos traz algumas reflexões:

  • As redes sociais são um excelente meio de comunicação. Podem conectar até pessoas que não se conhecem e podem ser usadas para o bem, para levar um pedido de ajuda, uma palavra de consolo, um incentivo, uma resposta, uma solução.
  • Usar as redes sociais, no entanto, pressupõe uma certa exposição. Você se expõe ao relatar seu caso, ao postar uma foto ou nomes. E também se expõe ao comentar um caso, um post, uma situação. Cuidemos para que nosso julgamento não interfira em nossa capacidade de ajudar ou de pedir ajuda. Confiar é preciso.
  • Os nossos talentos são como dons e devemos fazer bom uso deles. Seja para o trabalho remunerado, para nosso sustento, ou para levar conforto e carinho aos outros. Se for para as duas coisas, melhor ainda!
  • Filmes e livros são excelentes fontes de histórias inspiradoras. Se você ainda não assistiu Procurando Nemo, nós recomendamos! Uma das mensagens do filme é sobre confiar e perseverar. Continue a nadar, pra achar a solução, nadar, nadar…

E hoje, como está o Miguel?

Ele está sempre aprendendo. É um menino muito esperto. Já voltou às aulas e a rotina mudou, mas ele adora a escola. Então, está tudo bem! Recentemente a Fernanda o ensinou a usar o computador e ele já busca outros filmes e vídeos sozinho. Interage com a TV, com a mãe e com a irmã muito bem. Até chamou a mãe pra fazer a Elsa (de Frozen) numa performance em frente à TV outro dia. Ele ainda adora o Nemo e a Dory, mas o filme da vez – nesta semana – é o Meu Malvado Favorito. Os minions que se cuidem!  😉

E o Rodrigo? Esse jovem que salvou o Miguel e a mãe em janeiro se define como “alguém que termina o que começa”. Parabéns, mais uma vez, por sua boa ação, Rodrigo!

Porque o amor é assim: faz pelos outros o que gostaria que fizessem por você.

Que saibamos ler os pedidos de ajuda que aparecem por aí. Por mais Rodrigos nesse mar!

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